

A seleção da França tem um novo comandante. O anúncio oficial feito nesta terça-feira confirmou a chegada de Zinedine Zidane ao banco de reservas dos Bleus, unindo o peso histórico do eterno ídolo da Copa de 1998 a um dos elencos mais recheados de talentos do futebol moderno. O treinador assume o cargo com o objetivo claro de transformar o elenco estrelado em uma máquina de conquistar troféus e superar as frustrações recentes.

A nomeação do ex-camisa 10 carrega a expectativa de uma postura mais ofensiva e solta para a equipe. Com atacantes do calibre de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Désiré Doué, o trabalho de Zidane busca resgatar a capacidade do time de decidir jogos grandes com criatividade. O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, revelou que em reuniões prévias com o treinador ficou impressionado com a determinação e a certeza do técnico de que saberia conduzir o país de volta às vitórias.
A transição marca o fim da era Didier Deschamps, que reconstruiu a reputação do futebol francês e conquistou o mundial em 2018, mas encerrou seu ciclo sob o peso de eliminações dolorosas, incluindo a derrota para a Argentina na final do Catar e o revés contra a Espanha na semifinal da Copa do Mundo deste mês. Se o estilo rígido e tático de Deschamps foi fundamental para reorganizar a seleção no passado, a chegada de Zidane promete um futebol mais dinâmico e flexível, no mesmo modelo vitorioso que o consagrou no Real Madrid, onde conquistou três edições consecutivas da Liga dos Campeões dando liberdade para suas estrelas brilharem.


Conhecido pelo perfil sereno e pela excelente gestão de vestiário, Zidane ressaltou que assumir uma seleção nacional representa um desafio único na carreira. Mesmo ciente das diferenças operacionais entre o trabalho diário em um clube e a rotina de jogos internacionais, o novo treinador afirmou estar totalmente motivado para construir uma nova era de glórias e preparar a equipe para os próximos grandes compromissos do futebol europeu.







