sábado, 2 de maio de 2026

Zema intensifica embate com o STF e protocola pedido de impeachment contra Gilmar Mendes

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, elevou o tom de suas críticas ao Judiciário ao anunciar que protocolou um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista concedida ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, o político do Partido Novo afirmou que a medida é necessária e cobrou uma postura mais firme do Senado Federal para analisar o caso. Durante sua fala, Zema não poupou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem chamou de “acovardado” por não dar andamento a processos dessa natureza contra membros da Suprema Corte.

Para o ex-governador, o STF atravessa uma crise de credibilidade e teria se transformado em um centro gerador de instabilidade institucional no Brasil. Zema utilizou termos fortes para se referir aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, sugerindo que os magistrados utilizam suas funções públicas para ganho pessoal e exercício de influência política. Ele também acusou integrantes do tribunal de manterem proximidade indevida com figuras investigadas pela Justiça, citando especificamente o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em uma tentativa de ligar a atuação da Corte a interesses privados.

O conflito entre o político mineiro e o STF ganhou novos episódios recentemente, após Gilmar Mendes solicitar a inclusão de Zema no inquérito que apura a disseminação de notícias falsas. O motivo da representação foi a divulgação de um vídeo satírico nas redes sociais, onde bonecos representavam ministros da Corte em situações irônicas. Zema defende que o conteúdo é uma liberdade de expressão, enquanto o tribunal vê na publicação um ataque à honra da instituição e de seus membros.

A situação jurídica de Romeu Zema parece estar se tornando cada vez mais complexa. De acordo com informações de bastidores, alguns ministros do Supremo avaliam que as constantes declarações e ataques do pré-candidato podem resultar em medidas severas, incluindo a possibilidade de prisão. Enquanto o Senado não se manifesta sobre o pedido de impeachment, o embate público reforça a polarização entre parte do Legislativo estadual e o topo do Poder Judiciário em Brasília.

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