

O pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) declarou, em entrevista recente, que pretende implementar políticas de segurança pública muito mais severas caso vença as eleições de 2026. O político citou El Salvador como uma referência de sucesso no combate à criminalidade, afirmando que sua meta é elevar drasticamente o “custo do crime” no Brasil e acabar com a violência, independentemente dos esforços necessários.

A estratégia mencionada por Zema é inspirada no governo de Nayib Bukele, que ganhou atenção mundial ao reduzir as taxas de homicídio em El Salvador por meio de prisões em massa e do endurecimento das leis penais. Embora o modelo seja elogiado por apoiadores pela eficácia nos números, ele enfrenta fortes críticas de órgãos internacionais de direitos humanos, que alertam para a ocorrência de prisões arbitrárias e violações de direitos civis durante o processo.
Durante a conversa, Zema defendeu abertamente a construção de novas unidades prisionais para suportar um possível aumento nas detenções. O ex-governador de Minas Gerais afirmou ser favorável ao crescimento da população carcerária se isso significar tirar criminosos do convívio social, reforçando que prefere ver os presídios lotados do que a população insegura nas ruas.
Além disso, o pré-candidato aproveitou para criticar o atual sistema judiciário e a legislação penal brasileira, que, em sua visão, facilitam a volta de criminosos ao crime e beneficiam organizações ilegais. Zema concluiu enfatizando a necessidade de reformar as leis nacionais e melhorar a fiscalização nas fronteiras, argumentando que a atuação policial é frequentemente prejudicada por decisões judiciais que ele considera excessivamente favoráveis aos infratores.







