

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) solicitando a apuração de responsabilidades, inclusive na esfera criminal, sobre o vazamento de seus dados bancários e fiscais. O sigilo do magistrado e de sua esposa foi exposto após os documentos serem anexados pela defesa do ex-procurador Deltan Dallagnol ao seu processo de registro de candidatura ao Senado.

Os documentos em questão haviam sido obtidos em 2019, durante as investigações da Operação Lava Jato, período em que Dallagnol chefiava a força-tarefa no Paraná e Zanin atuava na defesa do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As quebras de sigilo da época acabaram anuladas posteriormente pela Justiça Federal por ausência de provas. Além de acionar a presidência do TRE paranaense, o ministro notificou o STF e o Tribunal Superior Eleitoral sobre o episódio.
Em resposta, a defesa de Deltan Dallagnol declarou que os dados integravam processos do Conselho Nacional do Ministério Público e que foram anexados ao registro eleitoral de forma integral para demonstrar a elegibilidade do candidato, sem a intenção deliberada de expor informações pessoais. Diante da repercussão do caso, a relatora do processo de candidatura no tribunal eleitoral determinou o restabelecimento do sigilo sobre os documentos anexados.









