segunda, 8 de junho de 2026

Wagner Moura processa pastor Silas Malafaia após ofensas em redes sociais

O ator Wagner Moura decidiu recorrer aos tribunais e registrou uma queixa-crime por difamação e injúria contra o pastor Silas Malafaia. O processo, que já foi aceito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e corre em segredo de Justiça, baseia-se em postagens feitas pelo líder religioso na rede social X, antigo Twitter, no início deste ano. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmado pelo Estadão.

Segundo a defesa do artista, o pastor ultrapassou todos os limites da liberdade de expressão ao fazer ataques de cunho pessoal. Nas postagens em questão, Malafaia criticava os investimentos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da cultura em comparação com a educação. O pastor chegou a chamar Moura de “cretino”, “esquerdista de araque” e afirmou que ele faria parte de um grupo de artistas que usam o dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos para fazer propaganda política. Os advogados do ator destacam que as declarações tiveram a clara intenção de manchar a honra de Wagner Moura, além de apontarem que o pastor tem um histórico de ataques parecidos contra outras figuras públicas, como generais do Exército.

A reação do líder religioso aconteceu logo após a cerimônia do Oscar de 2026. Wagner Moura havia feito história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado na categoria de melhor ator principal pelo filme “O Agente Secreto”, que disputou quatro prêmios, mas acabou não vencendo nenhuma estatueta. O resultado gerou uma onda de comentários na internet, e Malafaia questionou por que virou o principal alvo do processo entre as milhares de pessoas que criticaram o artista na ocasião.

Procurado para comentar o caso, Silas Malafaia afirmou que a ação judicial é uma “piada” e uma demonstração de “intolerância”. Ele negou ter cometido qualquer ilegalidade, alegando que existem piadas e memes muito mais pesados na internet e sugerindo que está sendo processado por preconceito religioso ou por conta de sua influência política. O pastor informou que ainda não havia recebido a notificação oficial da Justiça até o momento da entrevista, mas garantiu que não pretende voltar atrás em suas declarações.

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