domingo, 12 de julho de 2026

Votuporanga confirma primeiro caso de Chikungunya do ano em idosa de 78 anos

O município de Votuporanga registrou o seu primeiro e único caso confirmado de Chikungunya deste ano. A informação foi obtida pela reportagem junto à Secretaria Municipal da Saúde, que detalhou que a paciente infectada é uma idosa de 78 anos. De acordo com a administração municipal, a cidade não contabiliza nenhuma morte causada pela doença até o momento. A idosa costuma dividir sua rotina morando um tempo em Votuporanga e outra parte em cidades vizinhas, onde se hospeda na casa de seus filhos.

Assim que começou a sentir os primeiros sintomas, a idosa buscou socorro em uma unidade da rede pública de saúde de Votuporanga. No local, ela recebeu atendimento médico, passou por exames de sangue para diagnóstico, foi medicada e recebeu autorização para repousar e se recuperar em sua residência. Logo após a chegada do resultado positivo para o vírus, a Secretaria da Saúde procurou a família para monitorar a situação, e a filha da paciente informou que a idosa já estava em outro município e apresentava uma boa evolução em seu estado de saúde. O cenário atual mostra uma redução significativa na circulação do vírus na cidade, já que ao longo de todo o ano passado Votuporanga havia contabilizado 15 casos da infecção.

A Chikungunya é uma doença causada por um vírus transmitido pela picada das fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que são os mesmos insetos que transmitem a dengue e o zika vírus. Vale destacar que a enfermidade não passa diretamente de uma pessoa para outra. Quem contrai a infecção costuma sentir febre alta que começa de repente, manchas vermelhas pelo corpo, cansaço, dores de cabeça e nos músculos. O sintoma mais conhecido e marcante, no entanto, são as fortes dores nas juntas, que podem durar semanas ou até anos, prejudicando as atividades do dia a dia, principalmente na terceira idade.

Na maior parte das vezes, os pacientes conseguem se recuperar totalmente. Apesar disso, a Chikungunya pode se tornar perigosa e trazer complicações sérias para os grupos mais fragilizados, como os próprios idosos, bebês recém-nascidos e pessoas que já sofrem de problemas crônicos no coração, nos rins ou no sistema nervoso. Em casos muito graves, o paciente pode precisar de hospitalização e correr risco de morte. Como não há um tratamento específico para o vírus, as autoridades reforçam que o melhor caminho é evitar o nascimento do mosquito, eliminando qualquer água parada em vasos e quintais, além de usar repelentes e telas de proteção nas casas.

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