quarta, 7 de outubro de 2026

Vorcaro nega à Polícia Federal a existência de grupo voltado para ameaças e coação

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal na tarde desta quarta-feira (30) e negou envolvimento em atos de intimidação ou na formação de estruturas voltadas para coagir opositores. O empresário afirmou desconhecer a existência dos grupos denominados “A Turma” ou “Os Meninos”, cujos indícios de atuação surgiram a partir da análise de mensagens registradas em telefones celulares apreendidos durante as investigações.

A defesa do ex-banqueiro sustentou que o acesso completo ao inquérito demonstrou a ausência de práticas ilícitas e justificou que os trechos de conversas interceptados refletiam apenas manifestações isoladas de indignação em foro privado, sem desdobramentos práticos ou risco à integridade de terceiros. Sobre o relacionamento com Luiz Phillipi Mourão, apontado nos autos como operador de tarefas do grupo, Vorcaro esclareceu que mantinha apenas um vínculo formal e contratual para a prestação de serviços de segurança digital e inteligência. Diante dos esclarecimentos, os advogados formalizaram um pedido de soltura sob a alegação de que os pressupostos da prisão cautelar foram superados.

O pai do empresário, Henrique Vorcaro, também prestou depoimento aos investigadores nesta quarta-feira e rejeitou a acusação de atuar como articulador da suposta estrutura, declarando ter mantido estritamente relações comerciais com os citados. De acordo com os apontamentos iniciais do Supremo Tribunal Federal, o grupo sob apuração atuava no monitoramento e na coação de concorrentes do setor financeiro, ex-funcionários e profissionais da imprensa, incluindo discussões sobre agressões físicas contra jornalistas.

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