domingo, 14 de junho de 2026

Vítima de agressão brutal se filia ao PT e transforma dor em militância política

Juliana Garcia dos Santos Soares, que se tornou um símbolo de resistência após sobreviver a uma tentativa de feminicídio no Rio Grande do Norte, decidiu ingressar na vida política oficial. A jovem, que foi agredida com mais de 60 socos pelo ex-namorado no ano passado, anunciou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em suas redes sociais, ela celebrou o novo momento com fotos ao lado de lideranças do partido e mensagens de apoio ao presidente Lula, reforçando que sua entrada na legenda está ligada à defesa dos direitos das mulheres.

A filiação foi acompanhada de perto pela vereadora Samanda Alves, presidente estadual da sigla, que destacou a importância de ter Juliana no grupo. Segundo a parlamentar, a presença da nova colega reforça a luta contra a violência doméstica, transformando um trauma pessoal em uma causa coletiva. Embora a entrada no partido tenha ocorrido dentro do prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral, a informação foi divulgada apenas recentemente, ganhando grande repercussão entre seus seguidores.

No passado, Juliana chegou a declarar que não possuía partido, mas sempre se posicionou de forma contundente contra discursos de ódio, misoginia e preconceito. Ela frequentemente rebatia críticas de opositores políticos afirmando que não poderia apoiar ideologias que, em sua visão, diminuem o papel da mulher na sociedade. Agora, como integrante do PT, ela demonstra que pretende usar sua voz para pautar políticas públicas que garantam segurança e dignidade para as brasileiras.

O caso de Juliana chocou o país em julho do ano passado, quando imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que seu então namorado, Igor Cabral, a agrediu violentamente dentro do elevador de um condomínio em Natal. A discussão, motivada por ciúmes, resultou em 36 segundos de ataques ininterruptos que deixaram a vítima com graves fraturas no rosto, exigindo cirurgias de reconstrução facial. O agressor foi preso em flagrante e responde por tentativa de feminicídio, enquanto Juliana segue empenhada em mostrar que é possível recomeçar e lutar por justiça.

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