

A primeira-dama Janja Lula da Silva tem consolidado sua presença no cenário internacional ao longo de 2026, com uma agenda marcada por viagens estratégicas e participações em fóruns globais. Segundo um levantamento realizado pelo portal Poder360, Janja já soma 170 dias fora do Brasil desde o início do atual governo, em 2023. Apenas nos primeiros meses deste ano, ela completou 13 dias no exterior em passagens pela Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, reforçando seu papel como articuladora política e social ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A viagem mais recente aos Estados Unidos, ocorrida entre os dias 8 e 13 de março, teve como ponto central a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU, em Nova Iorque. Integrando a delegação oficial brasileira, a primeira-dama participou ativamente de debates sobre igualdade de gênero e direitos sociais. Antes de desembarcar em solo americano, ela cumpriu compromissos na Ásia e no Oriente Médio entre o final de fevereiro e o início de março, participando do Fórum Empresarial Brasil-Coreia e de agendas em Abu Dhabi, demonstrando uma atuação que mistura diplomacia e fomento econômico.
O foco principal da atuação de Janja tem sido o fortalecimento de políticas voltadas ao público feminino, um segmento que representa 53% do eleitorado brasileiro de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Somente no último semestre, ela esteve presente em 31 compromissos dedicados ao tema e tornou-se uma das principais vozes por trás do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Essa estratégia busca aproximar o governo de pautas sociais urgentes e dialogar diretamente com a maioria das votantes no país.
A presença constante da primeira-dama em missões internacionais reflete uma mudança na dinâmica do cargo, que passa a ter um perfil mais participativo e político. Ao acompanhar as agendas presidenciais e liderar debates específicos em órgãos multilaterais como a ONU, Janja busca dar visibilidade global às iniciativas brasileiras de proteção à mulher. A expectativa para os próximos meses é que essa atuação continue sendo um dos pilares da representação do Brasil no exterior, unindo a defesa de direitos humanos à imagem diplomática do país.








