sábado, 11 de julho de 2026

Viagem ao passado: Idosas visitam museu em Fernandópolis e dão lição de curiosidade e vitalidade

O Museu de Paleontologia “Prof. Cristovão Souza de Oliveira”, em Fernandópolis, transformou-se em palco de uma grande troca de experiências e conhecimento na manhã desta quarta-feira, dia 10 de junho de 2026. Um grupo formado por cerca de 15 idosas que frequentam o Centro Dia do Idoso “Ana Colli Pessuto” realizou uma visita especial ao local. A atividade quebrou a rotina das participantes, oferecendo uma oportunidade única de lazer, convivência social e imersão no universo da ciência, provando que o interesse pela descoberta e pelo aprendizado não tem limite de idade.

Acompanhadas de perto pelo curador do espaço, o Professor Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira, conhecido carinhosamente como Professor Cadu, as visitantes participaram de uma caminhada guiada pelas galerias. Durante o percurso, elas puderam ver de perto fósseis reais de animais pré-históricos que habitaram a própria região paulista há milhares de anos, além de contemplar diversas esculturas e pinturas de paleoarte. Demonstrando um entusiasmo contagiante, as idosas acompanharam atentamente cada detalhe das explicações históricas e enriqueceram o passeio fazendo perguntas curiosas sobre os achados arqueológicos.

Um dos grandes destaques da manhã foi a presença de Dona Maria, uma idosa de 96 anos que esbanjou simpatia, lucidez e disposição ao longo de todo o trajeto. Assim como suas colegas de grupo, ela se mostrou encantada com os segredos revelados pela paleontologia, aproveitando ao máximo a experiência cultural. Para o Professor Cadu, abrir as portas do museu para a terceira idade é sempre uma experiência gratificante, pois os idosos costumam se mostrar muito disciplinados, prestam atenção aos detalhes e trazem consigo bagagens e histórias de vida que enriquecem o diálogo com os pesquisadores.

Essa visita faz parte de um conjunto de projetos que busca estreitar os laços entre o museu e os moradores de Fernandópolis, promovendo a inclusão social e melhorando a qualidade de vida da população mais velha por meio do acesso gratuito à cultura. Ao incentivar esse tipo de atividade, o Museu de Paleontologia reafirma o seu compromisso de ser não apenas um depósito de peças antigas, mas sim um ambiente vivo de educação, acolhimento e integração entre diferentes gerações.

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