


O debate em torno do sistema de transporte público de Fernandópolis ganhou novos capítulos na noite desta sexta-feira (10). O vereador Daniel da Saúde utilizou suas redes sociais para detalhar as razões que o levaram a protocolar um requerimento oficial pedindo explicações à prefeitura sobre uma rota de ônibus que não estaria registrada nos documentos oficiais. O parlamentar argumenta que sua iniciativa não busca o confronto político, mas sim o cumprimento do dever de fiscalização sobre como os recursos públicos estão sendo aplicados no serviço gratuito oferecido à população.
Na gravação, o vereador apresentou os pontos que considera preocupantes no atual contrato com a empresa responsável pelo setor. Segundo Daniel, a linha em questão não aparece na documentação atual e teria um funcionamento atípico, atendendo exclusivamente um pequeno grupo de funcionários de uma empresa privada, sem realizar paradas intermediárias entre o ponto de partida e o destino final. Ele também ressaltou que a própria equipe de comunicação do governo municipal teria demonstrado desconhecimento sobre esse trajeto específico quando o assunto surgiu pela primeira vez na Câmara, na última terça-feira (7).
O parlamentar enfatizou que o papel do Legislativo é garantir que todos os serviços prestados pela prefeitura estejam devidamente documentados e divulgados com transparência. Para ele, a ausência de informações oficiais sobre o itinerário e a falta de divulgação pública do trajeto justificam o pedido de relatórios detalhados. Daniel reforçou que fiscalizar os atos do Executivo faz parte de suas atribuições obrigatórias e que o esclarecimento do caso é fundamental para a segurança jurídica tanto do município quanto dos usuários do transporte.
Nos bastidores da administração, a informação é de que o impasse deve ser resolvido em breve. Apurações indicam que a prefeitura planeja incluir um termo aditivo ao contrato vigente, seguindo o modelo do que foi feito em 2022 pela gestão anterior, para regularizar formalmente a linha e encerrar os questionamentos administrativos. Com essa medida, o governo espera sanar as dúvidas levantadas pela Câmara e consolidar a legalidade de todos os trajetos realizados pela empresa de transporte na cidade.








