terça, 7 de abril de 2026

Vendedor de Rio Preto denuncia golpe e cobranças indevidas em sistema de pedágio

Um vendedor de 53 anos, morador de São José do Rio Preto, procurou a Polícia Civil nesta segunda-feira (30) após descobrir que seus dados pessoais estavam sendo utilizados de forma fraudulenta em um serviço de cobrança automática de pedágios. O homem relatou às autoridades que percebeu irregularidades em seu cadastro no sistema “Sem Parar”, onde um veículo desconhecido foi vinculado ao seu CPF, gerando dívidas que já ultrapassam a marca de mil reais.

O problema começou a ser notado no início do mês, quando o vendedor identificou uma cobrança de R$ 96 que não reconhecia. Na ocasião, ele optou por quitar o valor para evitar transtornos, acreditando tratar-se de um erro isolado. No entanto, na última sexta-feira, uma nova fatura no valor de R$ 1.301 apareceu em seu extrato, resultando no bloqueio imediato de seu acesso ao serviço. Ao verificar os detalhes do cadastro, a vítima percebeu que, além de seu carro particular, um Renault Logan, havia agora um Fiat Palio Weekend registrado em seu nome, com placas de Toledo, Minas Gerais, pertencente a uma mulher que ele desconhece.

De acordo com o depoimento registrado na Central de Flagrantes, o vendedor acredita que tenha ocorrido uma troca criminosa de placas ou clonagem de dados para permitir que o outro veículo utilizasse as rodovias às suas custas. Ele relatou ainda ter recebido informações de uma funcionária de uma praça de pedágio indicando que o automóvel vinculado indevidamente ao seu perfil poderia ser fruto de furto. O morador afirmou também que houve outras tentativas de associar novas placas ao seu documento, mas que essas ações não chegaram a ser finalizadas pelo sistema.

Bastante abalado com a situação e com o prejuízo financeiro acumulado, o homem registrou o caso para se resguardar de futuras cobranças e possíveis implicações criminais envolvendo o veículo de terceiros. A ocorrência foi encaminhada para o 3º Distrito Policial de Rio Preto, que ficará responsável por investigar como os dados foram obtidos e identificar os responsáveis pela fraude. Especialistas em segurança digital orientam que, em casos como este, o consumidor deve entrar em contato imediato com a empresa prestadora do serviço e registrar o boletim de ocorrência para contestar judicialmente os valores.

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