

No auge dos transtornos que assolam a Secretaria de Educação de Fernandópolis e em meio ao embate direto com professores, coordenadores e diretores, a secretária Valdete Magalhães optou por 15 dias de férias. A decisão deixou a “bomba” administrativa estourar diretamente no colo do prefeito João Paulo Cantarella, que se viu obrigado a ir à Câmara de Vereadores para pedir perdão por erros considerados grotescos e pela condução truculenta da gestora da pasta, de férias.

O episódio levanta sérios questionamentos sobre o real compromisso da “suposta técnica” frente aos problemas que ela mesma, sendo “técnica” teria gerado por falta de tato e conhecimento “técnico” da rede municipal. Fica o questionamento: onde estaria a lealdade da secretária com aqueles que a alçaram ao cargo — o prefeito João Paulo Cantarella e o vice Marcos Mazeti — e, principalmente, com seus colegas de classe?
Valdete logrou a façanha de criar uma crise de proporções inéditas na história moderna da Prefeitura de Fernandópolis. Mesmo diante do caos, esquivou-se de reuniões cruciais com profissionais e parlamentares, transferindo ao prefeito o desgaste de enfrentar a fúria da categoria. Até que ponto vai a responsabilidade de uma profissional que evita o diálogo e a batalha, mas mantém uma postura de submissão cega a diretrizes rígidas, quase autoritárias?
O desgaste atual parece ter sepultado a reputação que a ex-diretora da ETEC carregava. Para quem a via de fora, Valdete parecia a solução “técnica” ideal; contudo, quem conheceu os bastidores de sua gestão na unidade ligada ao Centro Paula Souza já alertava para os traços de sua personalidade administrativa. Hoje, sua conduta não apenas afunda sua própria carreira, mas drena o capital político de Cantarella, que já se torna o para-raios de críticas nas redes sociais em virtude da arrogância e da incompetência atribuídas à sua secretária.
Seguindo a coesão, abandonou Cantarella em meio a crise, deixando que ele ouvisse na tribuna do Legislativo, o vereador Étore Baroni não poupar críticas. Enfatizou que Valdete tinha a obrigação moral de “dar a cara” na sessão extraordinária, onde o projeto em pauta visava justamente remendar a inexperiência “técnica” da secretária com as leis da Educação. Baroni pontuou que a falta de diálogo foi o estopim de um problema que transbordou o Executivo e atingiu em cheio a Câmara, desgastando inclusive os vereadores da base aliada.
O prejuízo causado por Valdete Magalhães é, até o momento, incalculável. Ainda assim, ela insiste na retórica de que está “fazendo o certo”. Se o conceito de “certo” for prejudicar profissionais e levar aliados políticos ao abismo, sua meta foi atingida com sucesso absoluto.
O que mais há de vir dessa caixinha “técnica” de surpresa, cabeça de juiz, bundinha de bebê? Será que a produção chegou ao fim? O que mais vem pela frente para ferrar de vez com toda a situação, deixando a oposição rindo atoa.
Imagine a clássica cena de um filme de aventura que vira suspende e finaliza em terror, onde um grupo pendurado por uma única corda à beira de um precipício. Valdete é a última da fila, tendo a oportunidade de se sacrificar para salvar o grupo, sabendo que cortando a corda acima de suas mãos seria a única forma de salvar o restante da equipe. Claro que não! Sua natureza momentânea sugere o contrário: se manteria firme, levando todos ao desfiladeiro abaixo.
(A)corda não aguenta o peso da prepotência. (A)corda, Cantarella!









