quinta, 11 de junho de 2026

Valdemar vê Nunes Marques mais “aberto” ao voto impresso

A troca de comando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trouxe novas expectativas para a cúpula do Partido Liberal (PL). Logo após a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte, na noite de terça-feira, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que o magistrado terá uma postura mais aberta ao debate sobre a implementação do voto impresso no Brasil. Para o dirigente partidário, a medida serviria como uma camada extra de segurança, permitindo que o eleitor confira um comprovante físico após registrar sua escolha na urna eletrônica.

Costa Neto argumentou que o voto impresso não prejudica o funcionamento das máquinas e que o sistema só não foi adotado anteriormente por questões de prazo. Segundo ele, em gestões passadas, o Congresso Nacional chegou a discutir a mudança, mas a falta de tempo hábil para a implementação técnica impediu o avanço da proposta. Com a chegada de Nunes Marques e do novo vice-presidente, André Mendonça — ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro —, Valdemar prevê que as eleições deste ano ocorram em um ambiente de maior tranquilidade e proximidade com as pautas defendidas pelo partido.

Durante seu discurso oficial de posse, o ministro Nunes Marques manteve um tom equilibrado. Ele classificou o sistema eletrônico de votação como um patrimônio da democracia brasileira e elogiou a agilidade na apuração dos resultados, colocando o Brasil em uma posição de destaque mundial. No entanto, o magistrado fez questão de ressaltar que essa liderança tecnológica não anula a possibilidade de “constante aperfeiçoamento” do processo eleitoral, fala que foi interpretada por aliados políticos como um sinal de que sugestões de melhorias serão ouvidas durante os dois anos de seu mandato.

A nova gestão do TSE terá o desafio de liderar as eleições de outubro, em um cenário de intensa polarização. Enquanto o tribunal reafirma a confiança na integridade das urnas eletrônicas, a abertura mencionada pelo novo presidente para eventuais melhorias institucionais deve manter o debate sobre a transparência eleitoral no centro da agenda política em Brasília.

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