domingo, 12 de abril de 2026

Uso de ciclomotores elétricos cresce 150% em um ano e transforma o trânsito de Fernandópolis

Foto: RIO DE JANEIRO (RJ), 10/07/2023 – Circulação de ciclomotor pela orla do Rio de Janeiro Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O perfil da mobilidade urbana em Fernandópolis passa por uma mudança acelerada com a popularização dos ciclomotores, especialmente os modelos elétricos. De acordo com dados recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a frota desse tipo de veículo na cidade deu um salto expressivo, passando de 282 unidades em fevereiro de 2025 para 707 em 2026. Esse aumento de 150% coloca o município em destaque na região, superando em ritmo de crescimento cidades bem maiores, como São José do Rio Preto, que conta atualmente com pouco mais de 4,3 mil veículos dessa categoria.

Essa transformação acompanha um crescimento geral na frota total de Fernandópolis, que agora ultrapassa a marca de 70 mil veículos em circulação. No entanto, nenhum outro segmento avançou tanto quanto o dos elétricos. Especialistas e usuários apontam que a preferência por esses veículos está ligada diretamente à economia e à agilidade para deslocamentos curtos dentro do perímetro urbano. O baixo custo de manutenção e a dispensa de combustível fóssil tornaram os ciclomotores uma alternativa atraente frente aos gastos elevados com carros e motocicletas tradicionais, que apresentaram variações bem mais tímidas ou até mesmo queda no período.

Apesar da praticidade, o aumento desses veículos nas ruas trouxe a necessidade de maior atenção às regras de trânsito. Pela legislação brasileira, ciclomotores são veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou elétricos com potência limitada. Desde o início de 2026, as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornaram-se mais rigorosas para diferenciar claramente o que é uma bicicleta elétrica de um ciclomotor. Veículos que superam a velocidade de 32 km/h ou possuem potência acima de 1.000 watts agora são obrigatoriamente enquadrados como ciclomotores.

Com a nova regulamentação, os condutores precisam estar atentos às exigências legais, que incluem o uso obrigatório de capacete, o emplacamento do veículo e a necessidade de habilitação na categoria A ou autorização específica para conduzir ciclomotores (ACC). A fiscalização, realizada pela Polícia Militar, pune o descumprimento dessas normas com multas gravíssimas e até a apreensão do veículo. Além da documentação, os itens de segurança como retrovisores, faróis, buzina e velocímetro são obrigatórios para garantir que a expansão dessa nova forma de transporte ocorra de maneira segura para todos os usuários das vias.

Notícias relacionadas