

O uso do celular enquanto se dirige é uma infração frequente no trânsito brasileiro, mas as penalidades aplicadas variam conforme a atitude do condutor ao volante. O Código de Trânsito Brasileiro enquadra a conduta em três níveis de gravidade. Falar ao aparelho, mesmo com o uso de fones de ouvido, é considerado infração média, gerando quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa no valor de R$ 130,16. Já a conduta de segurar ou manusear o telefone para digitar mensagens é classificada como infração gravíssima, punida com sete pontos na CNH e multa de R$ 293,47.

No estado de São Paulo, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) registrou uma redução de 18,6% no total de autuações por essa irregularidade no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. A maior parte das autuações registradas refere-se ao ato de manusear ou teclar no aparelho, que passou de quase 94 mil ocorrências para cerca de 76,7 mil. As autuações por segurar o dispositivo recuaram de 18,5 mil para 14,8 mil, enquanto as multas por apenas utilizar o telefone caíram de 14,9 mil para 12 mil casos no período analisado.
Especialistas em tráfego e entidades de saúde reforçam que a distração provocada pelos aparelhos compromete drasticamente a atenção do motorista e amplia o risco de colisões. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o uso do smartphone na direção aumenta em quatro vezes as chances de acidentes, equiparando o risco ao de conduzir sob efeito de álcool. Levantamentos da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) indicam ainda que digitar uma mensagem a 80 km/h equivale a percorrer até 100 metros sem olhar para a via, reduzindo significativamente o tempo de reação do condutor diante de imprevistos. Para evitar sanções e garantir a segurança, a orientação é utilizar o celular apenas com o veículo devidamente estacionado e o motor desligado.











