Este sábado (6) foi um dia preparativos para mesários, muitos funcionários públicos e militares do Brasil inteiro. É a preocupação com a segurança das eleições que começa pela própria urna.
Nossa urna é exemplo para o mundo. Mas a caixa em que ela viaja é um show. Antes de ser eleita a embalagem oficial da estrela da eleição, cada caixa passa pelos testes mais rigorosos.
No Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, ela é empilhada, chacoalhada, molhada, pendurada, despencada. Tudo para garantir que ela possa durar o mesmo tempo do seu precioso conteúdo, a urna – em média, dez anos nos caminhos da democracia.
“Por exemplo, essa caixa quando vai para o Nordeste anda três mil quilômetros de estrada. Isso a gente simula em laboratório, então é previsível e a gente consegue evitar verificando dentro do laboratório”, explica Rogério Parra, do IPT de SP.
O casamento é para sempre. Cada urna tem sua caixa. Juntas, no sábado ainda cedo, elas deixaram os cartórios de todo o país para serem ligadas em mais de meio milhão de seções eleitorais.
Pode até faltar luz. Elas estão prontas para emprestar energia à eleição.
Só na cidade de São Paulo são 23,079 mil urnas prontinhas. Todo mundo fez a sua parte. Agora, está nas suas mãos, caro eleitor. Ou melhor dizendo, na ponta dos seus dedos.