


A tecnologia desenvolvida para transformar o processo de votação no Brasil atinge a marca de três décadas de história em 2026. A urna eletrônica, concebida na metade dos anos 1990 para substituir as antigas cédulas de papel e eliminar fraudes históricas das apurações manuais, consolidou-se como referência internacional de eficiência ao permitir que os eleitores conheçam os resultados de disputas municipais e nacionais em poucas horas após o encerramento da votação.

O dispositivo estreou de forma experimental em 1996 sob a denominação técnica de Coletor Eletrônico de Votos e passou a cobrir cem por cento do eleitorado nacional a partir do ano 2000. Ao longo dos anos, o equipamento recebeu atualizações contínuas para aprimorar a acessibilidade e o fluxo de votação. Nas eleições deste ano, o painel do equipamento passa a contar com intérprete da Língua Brasileira de Sinais para orientações de voto, indicação do número de dígitos necessários para cada cargo e barras de progresso na tela, somando-se a recursos já consolidados, como a exibição de fotos dos candidatos e a leitura biométrica.
A confiabilidade do sistema é garantida por uma arquitetura de segurança que opera sem qualquer conexão com redes de internet, bluetooth ou wi-fi, inviabilizando ataques externos e interferências remotas. O processo eleitoral envolve mais de 40 etapas de auditoria antes, durante e depois do pleito, incluindo a abertura prévia dos códigos-fonte para fiscalização de partidos e órgãos públicos, testes de integridade e a emissão do Boletim de Urna ao fim da votação. Com o envio criptografado dos dados por rede própria da Justiça Eleitoral, o modelo acumula três décadas de operação sem nenhum registro de fraude comprovado.











