

O Centro Universitário de Fernandópolis (Unifef) viveu, na última sexta-feira, uma noite de justiça histórica e gratidão. A celebração dos 50 anos da instituição e a inauguração do auditório “Dr. Fausto Ruy Pinato” serviram de palco para revelações sobre os desafios políticos superados e para um amplo agradecimento à união regional que permitiu à antiga FEF alcançar o status de Centro Universitário.

A Luta Política e o Apoio de Geraldo Alckmin
Em um discurso franco, o deputado federal Fausto Pinato relembrou que o caminho para a transformação da Unifef não foi isento de obstáculos. Ele mencionou que a conquista é fruto de um trabalho de continuidade, iniciado na gestão do ex-prefeito André Pessuto e que seguiu com o mesmo empenho sob o atual prefeito de Fernandópolis, João Paulo Cantarella. O ponto de virada definitivo ocorreu em Brasília:
“Graças à intervenção e participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o processo foi reaberto no MEC. Hoje, aquele entrave ficou para trás e o sonho fernandopolense está concretizado”, revelou o deputado.
Reconhecimento Regional e Unidade Política
A solenidade contou com uma expressiva representatividade política. Fausto Pinato e o presidente da Unifef, Ocimar Castro, fizeram questão de agradecer nominalmente aos prefeitos de Fernandópolis e de diversas cidades da região que prestigiaram o evento, reforçando que a Unifef é um patrimônio que beneficia todo o noroeste paulista. O agradecimento foi estendido a diversas lideranças regionais e cidadãos que acompanharam a trajetória de 50 anos da instituição.
O deputado também nominou os vereadores que foram parceiros de primeira hora nesta jornada: Jeferson de Paiva, Carlos Cabral, Rosana Arouca, Daniel Domenicis e Janaína Alves, além de outros colaboradores que trabalham pelo desenvolvimento da cidade.
O Resgate das Instituições e o “Sangue e Suor”
Pinato relembrou sua trajetória desde a primeira eleição, destacando o apoio de nomes como Jesiel Macedo e a batalha para salvar instituições que estavam à beira do colapso, como a Unimed, o Hospital do Câncer, a Santa Casa e a própria FEF.
O Promotor de Justiça e curador da Unifef, Marcelo Francisquete, ecoou esse sentimento de superação. Para ele, o futuro brilhante é fruto do “sangue e suor” dos colaboradores que deram um voto de confiança nos momentos difíceis. “Unidos somos ainda mais fortes”, declarou, citando o lema de união que permitiu à instituição deixar o passado ruim para trás.
Novo Horizonte
O presidente da Unifef, Ocimar Castro, encerrou a solenidade agradecendo à reitoria, ao corpo docente e ao Ministério Público pela seriedade na curadoria. O descerramento do novo letreiro na fachada simbolizou o início de um novo ciclo de autonomia para a criação de cursos e expansão de pesquisas.
Com 50 anos de história, a Unifef inicia seu segundo cinquentenário consolidada como o maior patrimônio educacional de Fernandópolis, agora com a força de um Centro Universitário.
Bastidores e Identidade Comunitária, o vereador e professor Carlos Cabral resgatou a memória da intervenção judicial de 2015, citando Titosi Uehara como o primeiro interventor que pavimentou o caminho para a salvação da faculdade. Cabral detalhou a histórica reunião em Brasília onde, junto com Pinato e outros sete vereadores, discutiram pessoalmente com o Ministro da Educação a necessidade da transformação acadêmica.Já o vereador Jeferson de Paiva, que ingressou na instituição em 1996 como aluno de Farmácia, destacou o papel social da casa. “A Unifef é de todos. É uma instituição feita por pessoas que querem transformar o futuro e a sociedade”, declarou.
A cerimônia encerrou-se com o descerramento do novo letreiro da Unifef. Agora, com autonomia universitária e 50 anos de história, a instituição se reafirma como o maior polo de conhecimento e transformação social da região.









