

A decisão da Fifa de liberar o atacante norte-americano Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo causou uma crise sem precedentes nos bastidores do futebol mundial. O atleta havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina após o VAR flagrar um pisão em um adversário, o que geraria uma suspensão automática. No entanto, a entidade máxima do futebol reverteu a punição e transformou a suspensão em um ano de pena condicional, após um pedido pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mandatário da Fifa, Gianni Infantino.

A medida gerou indignação imediata na Uefa, que rege o futebol europeu. Em um comunicado duro emitido nesta segunda-feira, dia 6 de julho, a entidade afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” e classificou a decisão como incompreensível, injustificável e perigosa para a integridade do esporte. O caso inflamou os bastidores do jogo entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final, com a Federação Belga protestando publicamente e analisando medidas legais contra a presença do atacante em campo.
O escândalo extrapolou as quatro linhas e uniu grandes nomes do esporte em protesto. O ex-técnico do Liverpool, Juergen Klopp, chamou o acordo de “loucura” e criticou o envolvimento de líderes políticos no regulamento do torneio, enquanto o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, ironizou o episódio afirmando que cartões vermelhos não devem ser anulados por telefonemas. Enquanto a Fifa preferiu não se manifestar sobre a polêmica, Donald Trump usou suas redes sociais para comemorar a liberação de Balogun, agradecendo à entidade por “corrigir uma grande injustiça”.










