

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, recepcionaram o rei Charles III e a rainha Camilla nesta terça-feira (28), em uma cerimônia repleta de pompa nos jardins da Casa Branca. O encontro marca a primeira visita de Estado do monarca britânico ao solo americano desde sua coroação. A chegada do casal real ocorreu sob rígidos protocolos de segurança, intensificados após a tentativa de assassinato sofrida por Trump no último sábado, durante um jantar com correspondentes.

Durante o evento, que incluiu a execução dos hinos nacionais e a revista às tropas, Trump fez um discurso enfático sobre a proximidade entre as duas nações. O presidente afirmou que os americanos não possuem amigos mais próximos do que os britânicos, ressaltando que ambos os países compartilham raízes, valores e a mesma língua. Em um tom simbólico, ele observou que, embora o país se prepare para celebrar os 250 anos de sua independência da coroa britânica, prestar homenagem ao rei da Inglaterra neste momento é um gesto apropriado e de grande privilégio.
Apesar do clima de cordialidade pública, a visita ocorre em um cenário diplomático delicado. Recentemente, Trump teceu críticas severas ao governo do primeiro-ministro Keir Starmer, especialmente pela recusa do Reino Unido em se envolver no conflito com o Irã. No entanto, o presidente optou por focar nos laços pessoais com a monarquia, relembrando com carinho sua ascendência escocesa. Ele mencionou que sua mãe, Mary Anne MacLeod, era uma grande admiradora da família real e acompanhava com entusiasmo todos os eventos da realeza pela televisão.
A agenda de Charles III nos Estados Unidos inclui um compromisso de grande peso político: um discurso em sessão conjunta no Congresso americano. Esta será a primeira vez que um integrante da realeza britânica se dirige aos parlamentares dos EUA desde 1991, quando a rainha Elizabeth II ocupou a mesma tribuna. O gesto é visto como uma tentativa de reafirmar a “relação especial” entre as potências, superando as divergências políticas imediatas em nome de uma aliança histórica de longo prazo.







