terça, 12 de maio de 2026

Trump diz que papa Leão XIV está colocando católicos “em perigo”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a disparar críticas públicas contra o Papa Leão XIV, elevando a temperatura diplomática entre a Casa Branca e o Vaticano. Em entrevista concedida na última segunda-feira ao comentarista Hugh Hewitt, Trump afirmou que o pontífice está colocando os católicos e o mundo “em perigo”. O motivo da nova investida seria a suposta visão do Papa de que não haveria problemas em o Irã desenvolver armas nucleares, uma ideia que o líder americano classificou como inaceitável.

Durante a conversa, que inicialmente abordava a próxima viagem de Trump à China, o presidente sugeriu que o Papa evita temas espinhosos, como a prisão do empresário Jimmy Lai em Hong Kong, para focar em pautas que, segundo ele, comprometem a segurança internacional. Trump foi enfático ao dizer que não acredita que a postura do líder religioso seja positiva e reforçou que, na sua visão, o Papa parece considerar “perfeitamente normal” o armamento nuclear iraniano. Essas declarações dão continuidade a uma série de ataques recentes, nos quais Trump já chamou o pontífice de “fraco” e afirmou abertamente não ser seu admirador.

O Vaticano, por sua vez, tem mantido uma postura de resistência às pressões americanas. Em respostas anteriores, o Papa Leão XIV declarou que não teme o governo Trump e que o papel fundamental da Igreja Católica é a defesa intransigente da paz, independentemente de inclinações políticas. O embate direto entre os dois líderes criou um mal-estar que a diplomacia dos Estados Unidos agora corre para tentar resolver.

Para evitar um rompimento maior ou um desgaste ainda pior com o eleitorado católico, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve desembarcar na Itália ainda esta semana. Ele tem um encontro marcado com o Papa no Vaticano nesta quinta-feira. Segundo informações oficiais do Departamento de Estado, a reunião terá como objetivo discutir a crise no Oriente Médio e buscar pontos de equilíbrio em interesses comuns no continente americano, na tentativa de criar uma ponte de diálogo em meio ao cenário de hostilidades.

Notícias relacionadas