sexta, 10 de abril de 2026

Trump diz que “civilização inteira morrerá” na noite desta terça

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom das ameaças contra o governo do Irã nesta terça-feira (7), em uma série de declarações que aumentaram a tensão internacional. Por meio de sua rede social, o republicano afirmou que o país persa vive um momento decisivo e sugeriu que o longo período de conflitos e impasses diplomáticos entre as duas nações pode estar perto de um desfecho definitivo. As falas ocorrem poucas horas antes do fim do prazo estabelecido por Washington para que Teerã apresente uma solução sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.

Em suas publicações, Trump mencionou que uma mudança profunda no regime iraniano já estaria em andamento, o que, em sua visão, abriria caminho para transformações positivas na região. Apesar de declarar que não deseja um cenário de destruição, o presidente americano indicou que um impacto severo é provável caso não haja um acordo imediato. Ele descreveu a noite desta terça-feira como um dos marcos mais importantes da história moderna, afirmando que décadas de instabilidade e corrupção estariam chegando ao fim com a postura rígida adotada pelo seu governo.

O impasse central gira em torno do Estreito de Ormuz, que o Irã tem ameaçado bloquear em resposta a sanções econômicas. Trump estipulou o horário das 21h (de Brasília) como limite para um recuo iraniano, reforçando que não concederá novas prorrogações após sucessivos adiamentos desde o mês de março. A diplomacia americana tem pressionado por um novo acordo que garanta o livre trânsito de embarcações, mas o governo iraniano tem demonstrado resistência em aceitar as condições impostas pela Casa Branca.

Do outro lado, o governo do Irã, por meio de sua agência estatal, informou que rejeitou a proposta de cessar-fogo mais recente, o que agravou ainda mais a crise. O cenário de incerteza gerou reações da Organização das Nações Unidas (ONU), que emitiu alertas sobre a importância de se respeitar as leis internacionais e evitar ataques que possam atingir infraestruturas civis. Enquanto o relógio avança para o fim do prazo, a comunidade internacional observa com cautela a possibilidade de uma escalada militar direta entre as duas potências.

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