


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou publicamente seu descontentamento com o rumo das negociações de paz com o Irã. Em conversa com jornalistas na Casa Branca, o republicano afirmou que o governo iraniano enfrenta uma forte fragmentação interna, o que tem impedido um consenso sobre os termos de um possível acordo. Segundo Trump, a liderança em Teerã está confusa e dividida por discordâncias profundas, dificultando saber quem realmente toma as decisões no país.

O presidente revelou que as conversas estavam progredindo e próximas de um desfecho positivo, mas o cenário mudou com a interferência de uma ala favorável ao desenvolvimento de armas nucleares. Apesar de manter o desejo de alcançar um “bom acordo”, Trump demonstrou incerteza sobre a viabilidade de um aperto de mãos no futuro. Ele destacou que, embora diferentes grupos iranianos — inclusive os mais extremistas — queiram um entendimento, as exigências apresentadas por eles são conflitantes e não batem com as propostas americanas.
Em tom mais rígido, Trump reforçou as ameaças militares e econômicas contra o país persa, chegando a declarar que o destino do Irã será a destruição ou a aceitação de um acordo. Ele garantiu que as forças armadas dos Estados Unidos possuem estoques de mísseis suficientes e estão em plenas condições de operação. O presidente também defendeu a eficácia do bloqueio no Estreito de Ormuz e afirmou que a economia iraniana levaria décadas para se recuperar caso os EUA decidissem encerrar as operações atuais agora.







Ao ser questionado sobre a possibilidade de novos ataques, o republicano preferiu manter o mistério. No entanto, ele não poupou críticas a aliados europeus, como Itália e Espanha, afirmando estar descontente com o posicionamento desses países em relação ao conflito. Trump acusou as duas nações de serem favoráveis às ambições nucleares de Teerã, mas, apesar do mal-estar diplomático, indicou que poderá participar da próxima reunião do G7.























