terça, 16 de junho de 2026

Trump defende construção de salão de segurança na Casa Branca após ataque em jantar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social neste domingo (26) para cobrar a retomada imediata das obras de um novo salão de eventos dentro do perímetro da Casa Branca. A declaração ocorre um dia após o mandatário ser retirado às pressas de um jantar oficial no Hotel Washington Hilton, devido à invasão de um homem armado. Segundo o republicano, o incidente, que resultou em um agente do Serviço Secreto ferido, comprova a necessidade de um espaço de alta segurança que evite o deslocamento de autoridades para locais públicos menos protegidos.

O projeto em questão é orçado em 400 milhões de dólares e tem gerado forte polêmica desde que motivou a demolição da histórica Ala Leste da residência presidencial em outubro do ano passado. Atualmente, as obras estão paralisadas por uma decisão judicial de março, após um grupo conservacionista questionar a falta de aprovação do Congresso para a construção. Trump criticou duramente a ação judicial, classificando-a como sem legitimidade, e defendeu que a nova estrutura é essencial para a segurança nacional, alegando que o projeto está adiantado e com custos abaixo do previsto.

De acordo com o presidente, o salão planejado terá cerca de 8 mil metros quadrados e contará com tecnologia de segurança de nível militar. Ele destacou que o espaço não terá quartos nos andares superiores, o que impediria que pessoas não autorizadas se infiltrassem no local. A fala faz alusão direta ao suspeito do ataque de sábado, identificado como Cole Tomas Allen, que era hóspede do hotel onde o jantar era realizado e conseguiu se aproximar portando armas antes de ser neutralizado pela equipe de proteção.

O atentado de sábado provocou a saída imediata não apenas do presidente, mas também da primeira-dama Melania Trump e do vice-presidente J.D. Vance. Para Trump, a fragilidade demonstrada em eventos externos reforça que o novo salão “ultrassecreto” dentro da Casa Branca deve ser concluído o mais rápido possível. Enquanto o governo pressiona pela continuidade da obra, a disputa judicial em Washington segue como o principal obstáculo para que o ambicioso plano de segurança presidencial saia do papel.

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