

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas à situação política do Brasil durante uma entrevista coletiva na Cúpula do G7. Ao ser questionado por uma jornalista sobre como havia sido sua convivência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o evento internacional, o líder norte-americano afirmou que o Brasil tem se tornado um país “difícil” e “perigoso” no aspecto político, classificando o atual momento como feio.

Logo em seguida, o chefe da Casa Branca mencionou ter recebido a notícia de que a Justiça brasileira estaria tentando prender um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, ao comentar o episódio, Trump acabou confundindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República. O republicano declarou ter ficado sabendo que “Bolsonaro Jr.” corria o risco de ser detido por conta de uma declaração feita no Texas, ressaltando que ele estava indo bem nas pesquisas eleitorais. Na mesma fala, Trump comparou a situação com o cenário de seu próprio país, afirmando que as autoridades brasileiras jogam pesado, mas que as eleições nos Estados Unidos seriam fraudadas e manipuladas.
A manifestação do presidente americano faz referência direta à decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, além de determinar oito anos de inelegibilidade. O julgamento considerou o político culpado pelo crime de coação no curso do processo que envolveu a condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.


Após o veredito do STF, Eduardo Bolsonaro reagiu publicamente e anunciou que pretende internacionalizar a disputa jurídica, levando os detalhes de sua condenação diretamente à Casa Branca, ao Departamento de Justiça e ao Congresso dos Estados Unidos. O ex-parlamentar questionou a coragem das autoridades brasileiras e criticou o fato de o próprio Donald Trump não ter sido incluído na ação penal, argumentando que as sanções econômicas e políticas aplicadas contra ministros brasileiros partiram de decretos assinados pelo governo norte-americano, e não por iniciativas dele.







