

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (28) que o governo do Irã sinalizou estar enfrentando um cenário de colapso interno. Segundo o republicano, as autoridades de Teerã teriam manifestado o desejo de reabrir o Estreito de Ormuz o mais rápido possível, em uma tentativa de aliviar as pressões geradas pelo conflito no Oriente Médio e garantir a estabilidade do mercado de energia. Em uma publicação em sua rede social, a Truth Social, Trump demonstrou otimismo, afirmando acreditar que os iranianos conseguirão resolver seus atuais impasses de liderança.

A manifestação do presidente ocorre em meio a relatos de que o Irã teria enviado uma proposta formal aos Estados Unidos para encerrar as hostilidades e liberar a navegação no estreito, desde que Washington suspenda o bloqueio econômico imposto ao país. De acordo com informações da agência Associated Press, essa oferta teria sido mediada pelo Paquistão e sugeriria o adiamento de debates polêmicos sobre o programa nuclear iraniano em troca de um alívio imediato nas tensões regionais.
Apesar da sinalização de Trump, o governo norte-americano demonstra cautela e certa resistência aos termos apresentados. O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou em entrevista recente que a prioridade absoluta dos Estados Unidos permanece sendo o impedimento definitivo de que o Irã desenvolva armas nucleares. Segundo Rubio, qualquer acordo futuro deve garantir que o país não avance nessa direção, mantendo o foco na segurança global acima das concessões econômicas.
Até o momento, o governo do Irã não se pronunciou oficialmente sobre as falas do presidente norte-americano. Enquanto isso, a Casa Branca confirmou que a equipe de segurança nacional já discutiu os detalhes da proposta enviada por Teerã, e a expectativa é que novas diretrizes sobre a política externa dos Estados Unidos para a região sejam anunciadas em breve. O impasse em Ormuz continua sendo um dos pontos mais sensíveis para a economia mundial, dada a importância da rota para o transporte global de petróleo.







