sábado, 25 de julho de 2026

Trote tradicional com óleo de aviação termina em morte após reação alérgica

O que deveria ser a comemoração de uma conquista profissional terminou em tragédia no Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa, no Paraná. O engenheiro e aspirante a piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (16) após sofrer uma reação alérgica gravíssima provocada por um “banho” de óleo de aviação. O ritual é um trote tradicional na aviação para celebrar o primeiro voo solo de um estudante, momento em que o aluno pilota a aeronave sozinho pela primeira vez.

Logo após o contato com o produto químico, o jovem começou a passar mal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou os primeiros socorros a Gustavo, encaminhando-o rapidamente a um hospital da região. Apesar dos esforços das equipes médicas, o rapaz não resistiu às complicações do quadro alérgico e faleceu na unidade de saúde.

O episódio acendeu um alerta na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O órgão regulador emitiu um comunicado oficial reforçando que insumos aeronáuticos, como óleos, combustíveis e lubrificantes, possuem alta toxicidade e jamais devem entrar em contato direto com a pele humana. A Anac cobrou de escolas de pilotagem e aeroclubes uma revisão imediata nos ritos de passagem e comemorações de seus alunos, enfatizando que a cultura de segurança deve prevalecer também fora das cabines e que nenhuma tradição justifica expor a vida de estudantes ou instrutores a riscos desnecessários.

A Polícia Civil do Paraná abriu um inquérito para investigar as circunstâncias e as responsabilidades pela morte do jovem engenheiro. Em nota oficial, a direção do CIAC Ponta Grossa lamentou profundamente o ocorrido, informou que está colaborando com as investigações policiais e garantiu que prestará toda a assistência possível aos familiares da vítima neste momento de luto.

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