


Uma fiscalização surpresa realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) revelou um cenário preocupante na rede pública de ensino de 17 municípios da região de São José do Rio Preto. O órgão apontou uma série de problemas que vão desde o atraso na entrega de uniformes e materiais escolares até falhas graves no armazenamento e controle de estoques. O relatório indica que nenhuma das cidades avaliadas ficou livre de advertências, acendendo um alerta sobre a eficiência da gestão pública na educação local.

Durante as auditorias, os técnicos do Tribunal encontraram diversas irregularidades, como kits de uniformes que ainda não haviam chegado aos estudantes, mesmo com o ano letivo em andamento. Em Rio Preto, por exemplo, a prefeitura chegou a notificar uma empresa fornecedora pelo atraso cronológico e envios incompletos das peças. Além da falta de vestimentas, a fiscalização flagrou situações de desorganização nos almoxarifados, como materiais pedagógicos estocados em locais com mofo, infiltrações e sem qualquer controle de entrada e saída.
A operação do TCE também destacou que a má conservação dos itens e o descontrole administrativo geram desperdício de dinheiro público. Foram encontrados produtos vencidos e equipamentos, como computadores, que permaneciam guardados em vez de estarem à disposição dos alunos nas escolas. Em alguns casos, a qualidade do material entregue também foi questionada, com relatos de uniformes cujos brasões se desprendiam facilmente do tecido.







Após o encerramento do balanço, as prefeituras das 17 cidades citadas serão notificadas para apresentarem justificativas e corrigirem os problemas em curto prazo. Segundo o Tribunal, caso as falhas persistam, elas podem ser levadas em conta na análise anual das contas dos prefeitos, podendo até causar a reprovação das mesmas. O objetivo da ação é garantir que os recursos destinados à educação sejam aplicados de forma a assegurar que o estudante receba tudo o que precisa para aprender com dignidade.























