

Um treinador de futebol foi preso em flagrante na última terça-feira, na cidade de Araçatuba, sob a suspeita de armazenar fotos e vídeos com conteúdo sexual de adolescentes do sexo masculino. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem utilizava as redes sociais para se aproximar dos jovens. Aproveitando-se de sua profissão, ele exigia o envio das imagens íntimas alegando falsamente que os registros seriam usados em uma avaliação física necessária para que os alunos começassem os treinos esportivos.

A investigação da Polícia Civil revelou que o suspeito usava táticas de manipulação emocional e discursos religiosos para convencer os menores e evitar que eles recusassem os pedidos. Além disso, ele afirmava ter sido policial para transmitir maior credibilidade e intimidar as vítimas durante as conversas na internet. A operação que resultou na sua captura foi planejada pela delegacia de Gabriel Monteiro, município onde duas vítimas já foram formalmente identificadas. Com um mandado judicial em mãos, os agentes foram até a residência do treinador em Araçatuba, onde foram recebidos pelo próprio investigado, que entregou seus telefones celulares sem resistir.
No interior do imóvel, as equipes policiais apreenderam uma réplica de arma de fogo do tipo airsoft, duas cápsulas de munição, um pendrive e uma pasta que guardava duas cópias originais e 18 xerox de documentos de identidade (RGs) pertencentes a adolescentes. Ao vistoriarem os celulares recolhidos, os policiais confirmaram que o homem guardava diversos arquivos de pornografia explícita envolvendo menores de idade. Em um dos aparelhos, os agentes descobriram inclusive que uma das contas do treinador em uma rede social havia sido bloqueada recentemente pela própria plataforma por violar as regras de combate à exploração sexual infantil.
Todos os aparelhos e equipamentos eletrônicos recolhidos na casa do suspeito foram encaminhados para o Instituto de Criminalística (IC). Os peritos serão responsáveis por extrair e analisar detalhadamente o conteúdo digital com o objetivo de identificar novas possíveis vítimas e descobrir mais detalhes sobre a extensão do crime. Na delegacia, o treinador preferiu exercer o seu direito constitucional de ficar calado durante o depoimento. Apesar da gravidade das acusações e da prisão em flagrante, foi estabelecido um valor de fiança, que foi pago pelo investigado. Com isso, a Justiça expediu um alvará de soltura, permitindo que ele responda ao processo criminal em liberdade.







