

Uma crise migratória de grandes proporções no enclave espanhol de Ceuta, situado no norte da África, deixou ao menos 57 mortos após dezenas de pessoas tentarem alcançar o território europeu a nado a partir do Marrocos. De acordo com informações das forças de segurança locais e de agências de notícias da Espanha, o recente número de vítimas eleva para 87 o total de mortos registrados na costa da cidade desde o início do ano, com alertas das autoridades de que novas vítimas podem ser encontradas nas próximas horas.

A movimentação atípica começou após boatos falsos espalhados em redes sociais sugerirem que a fiscalização da fronteira entre o Marrocos e a Espanha seria flexibilizada. A falsa promessa atraiu dezenas de milhares de jovens e adolescentes, que marcharam rumo ao litoral de Castillejos e Fnideq para tentar a travessia. Muitos dos migrantes lançaram-se ao mar sem saber nadar, utilizando apenas boias improvisadas para contornar as cercas fronteiriças sob condições de alto risco.
A estimativa das autoridades locais aponta que dezenas de milhares de migrantes conseguiram atravessar a fronteira por terra ou por mar, ocupando praias da região enquanto forças policiais monitoram o local. Diante da gravidade da situação, governos da Espanha e do Marrocos intensificaram o trabalho conjunto na área e responsabilizaram redes ilegais de tráfico de pessoas por incitar a travessia em massa, enquanto milhares de pessoas já iniciaram o retorno voluntário ao território marroquino.











