segunda, 13 de julho de 2026

Tragédia: Falha dramática em salto de aventura resulta na morte de jovem de 21 anos

Uma atividade esportiva terminou em tragédia na manhã deste sábado na cidade de Limeira, no interior de São Paulo. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, perdeu a vida após saltar de uma estrutura de rope jump — modalidade de salto em altura semelhante ao bungee jump — de uma distância de aproximadamente 40 metros. O acidente fatal aconteceu por causa de um erro considerado primário pelas autoridades que acompanham o caso: os organizadores do evento arremessaram a jovem sem que os equipamentos de segurança estivessem conectados ao corpo dela.

Imagens chocantes que circulam pelas redes sociais mostram os instantes que antecederam a queda. No vídeo, é possível ver o momento em que três homens carregam a jovem até a borda de uma plataforma elevada e realizam o lançamento. Os instrutores e o público que acompanhava a atração só se deram conta da ausência da corda de sustentação logo após o salto, quando algumas pessoas começaram a gritar desesperadas ao perceberem a queda livre da jovem sem nenhum tipo de amarra. Equipes de socorro do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram mobilizadas rapidamente para o local da ocorrência, mas encontraram a vítima já sem sinais vitais.

A Polícia Militar agiu de imediato e deteve seis pessoas ligadas à organização do evento esportivo. Dois dos suspeitos tentaram escapar correndo para uma região de mata fechada nos arredores da plataforma, mas foram localizados e capturados pelos policiais pouco tempo depois. Os operadores envolvidos no trágico episódio pertencem às empresas Entre Cordas e Ih Voei. Todo o grupo foi encaminhado para a delegacia, e o caso passou a ser investigado pelo 2º Distrito Policial de Limeira para apurar as responsabilidades criminais do ocorrido.

Diferente do bungee jump tradicional, onde o participante salta preso a uma corda elástica que faz o corpo subir e descer várias vezes, o rope jump utiliza cordas semiestáticas que fazem a pessoa realizar um movimento de pêndulo após o período de queda livre. Em ambas as modalidades, o uso de cabos altamente resistentes e de travas de segurança duplicadas é obrigatório para garantir a integridade física dos praticantes. O inquérito policial deve apontar quais protocolos técnicos foram negligenciados durante os preparativos do salto da jovem.

Notícias relacionadas