quinta, 14 de maio de 2026

Testemunha presta depoimento em caso de suposta agressão envolvendo Magno Malta

As investigações sobre a acusação de agressão feita por uma técnica de enfermagem contra o senador Magno Malta ganharam um novo capítulo nesta quarta-feira. Uma testemunha, que também trabalha no hospital em Brasília onde o episódio teria ocorrido, prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal. O funcionário afirmou que não presenciou o momento exato da suposta agressão, mas relatou ter encontrado a colega logo após o incidente. Segundo ele, os óculos da profissional estavam visivelmente tortos, detalhe que reforça o relato da vítima sobre o impacto sofrido no rosto.

A denúncia aponta que o conflito aconteceu durante a realização de um exame de imagem na última quinta-feira. A técnica de enfermagem explicou que, durante a aplicação de um contraste, houve um vazamento do líquido no braço do parlamentar. Ao tentar prestar assistência e realizar a compressão necessária no local, ela afirma que o senador reagiu com violência, levantando-se e desferindo um tapa em seu rosto, além de proferir ofensas como “imunda” e “incompetente”. Após o ocorrido, a funcionária registrou um boletim de ocorrência e foi afastada do trabalho por recomendação médica.

Por outro lado, o senador Magno Malta nega veementemente as acusações e classifica a denúncia como um “absurdo”. Em vídeo gravado no hospital, onde permanece internado após sofrer um mal súbito, o parlamentar afirmou que a história é mentirosa. Sua assessoria de imprensa acrescentou que houve, na verdade, uma falha técnica grave durante o procedimento, o que causou dores intensas no senador. De acordo com a defesa de Malta, ele teria saído sozinho da sala de exames por se sentir maltratado e desorientado, relatando a conduta da profissional à direção do hospital logo em seguida.

Para a equipe do senador, o registro da ocorrência por parte da técnica de enfermagem seria uma estratégia de defesa para evitar punições pela suposta falha no atendimento. Enquanto as versões seguem conflitantes, o hospital onde os fatos ocorreram mantém uma apuração interna para esclarecer o que aconteceu dentro da sala de exames. A Polícia Civil agora analisa os depoimentos e as condições técnicas do procedimento para determinar se houve agressão física ou se o caso se limita a um desentendimento hospitalar.

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