

Uma série de fortes terremotos atingiu a Venezuela na noite desta quarta-feira, provocando uma enorme tragédia humanitária e deixando o país em estado de choque. Em pronunciamento oficial na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, a presidente Delcy Rodríguez confirmou que pelo menos 164 pessoas morreram em decorrência dos tremores. O cenário nas cidades mais afetadas é de destruição, com mais de mil feridos já contabilizados e centenas de vítimas ainda presas sob os escombros de casas e edifícios que desabaram completamente.

Para tentar conter a crise e iniciar a recuperação das áreas destruídas, o governo venezuelano anunciou a criação de um fundo emergencial de 200 milhões de dólares. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, esses recursos serão viabilizados por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e serão destinados integralmente para reconstruir a infraestrutura básica do país, como hospitais, estradas e redes de energia e água que colapsaram após os abalos.
O balanço oficial de vítimas, no entanto, pode subir de maneira alarmante nas próximas horas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), órgão que monitora atividades sísmicas no planeta, emitiu uma estimativa trágica apontando que o total de mortes tem potencial para ultrapassar a marca de 10 mil vítimas fatais, podendo chegar a até 100 mil mortos devido à alta densidade populacional das regiões afetadas e à fragilidade das construções.


O país caribenho foi castigado por dois terremotos principais extremamente violentos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na Escala Richter, níveis considerados altamente destrutivos por especialistas. Segundo as autoridades meteorológicas e de defesa civil da Venezuela, após os dois principais impactos, a terra continuou tremendo e foram registradas mais de 20 réplicas — que são tremores secundários menores —, o que dificulta o trabalho das equipes de resgate e aumenta o medo de novos desabamentos entre a população.







