quinta, 6 de agosto de 2026

Tempo seco e ventos no inverno paulista exigem atenção dobrada com a saúde respiratória

O inverno no estado de São Paulo traz consigo a combinação de pouca chuva, ar seco e rajadas de vento, fatores que, somados à poluição do ar, elevam os riscos à saúde da população. A estação exige cuidados redobrados, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com histórico de doenças respiratórias, que são os grupos mais vulneráveis às variações do clima nesta época do ano.

A queda acentuada na umidade relativa do ar afeta diretamente as vias aéreas, os olhos e a pele. Entre os sintomas mais comuns provocados pelo ressecamento estão sangramentos nasais, irritação na garganta, tosse, crises de rinite, asma e ressecamento ocular. Como bebês e idosos possuem maior sensibilidade a essas alterações ambientais, o acompanhamento preventivo com esses públicos precisa ser constante para evitar o agravamento de quadros de desconforto respiratório.

Para amenizar os impactos do clima seco, profissionais de saúde recomendam o consumo frequente de água ao longo do dia, a ventilação adequada dos ambientes e a higienização constante de umidificadores de ar. Pessoas que já realizam tratamentos contínuos para doenças respiratórias devem manter as medicações prescritas rigorosamente em dia. Além disso, a orientação é evitar a prática de exercícios físicos ao ar livre nos horários em que a umidade do ar estiver mais baixa.

Em regiões atingidas pela fumaça de queimadas, a Defesa Civil orienta a população a manter portas e janelas fechadas ou, se possível, afastar-se temporariamente do local afetado. Caso seja necessário se deslocar por áreas com fumaça, o uso de máscaras de alta filtragem ajuda a proteger as vias respiratórias. Diante de sintomas graves, como falta de ar severa ou febre persistente, a instrução é buscar atendimento médico imediato, e acionar os serviços de emergência pelos telefones 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil) em situações de risco.

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