quarta, 10 de junho de 2026

Tecnologia de ponta e 90 mil câmeras serão usadas para combater queimadas no Estado

O Governo de São Paulo anunciou uma nova estratégia tecnológica para enfrentar o período de estiagem e combater os incêndios florestais no estado. Chamada de “Muralha Paulista do Fogo”, a iniciativa foi apresentada pela Defesa Civil estadual e consiste no uso de uma rede integrada com mais de 90 mil câmeras, monitoramento por satélite e ferramentas de inteligência artificial. O objetivo é aumentar a capacidade de prevenção e garantir uma resposta rápida e eficiente durante a chamada fase vermelha da operação SP Sem Fogo, época do ano em que a seca severa costuma provocar o aumento drástico de queimadas na vegetação.

O novo sistema foi adaptado a partir da estrutura da “Muralha Paulista”, uma plataforma da Secretaria da Segurança Pública criada originalmente para combater a criminalidade por meio do monitoramento de placas e reconhecimento facial. Agora, a Defesa Civil vai aproveitar essa megacapacidade de vigilância para acompanhar focos de incêndio em tempo real. Além disso, a plataforma receberá imagens geradas pelas concessionárias de rodovias ligadas à Artesp e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Essa integração é considerada estratégica porque, segundo as autoridades, a maioria das queimadas começa às margens das estradas. Com o acesso a essas imagens, o Centro de Gerenciamento de Emergências conseguirá identificar a fumaça logo no início e tomar decisões ágeis, como enviar aviões-tanque antes que as chamas saiam de controle.

Outra novidade implementada para a operação de 2026 é o Painel de Inteligência SP Sem Fogo. Essa ferramenta utiliza inteligência artificial para cruzar, de forma automática, informações meteorológicas, mapas de áreas de risco, dados de satélite e o histórico de ocorrências. O cruzamento desses dados gera alertas preventivos cruciais para que as equipes de brigadistas se posicionem de maneira estratégica. Toda essa tecnologia se apoia na robusta cobertura da segurança pública estadual, que hoje já interliga 604 municípios paulistas e opera 94 mil câmeras. O sucesso desse modelo integrado já foi comprovado no combate ao crime, área em que ajudou a elevar o número de prisões de 60 mil em 2022 para mais de 82 mil em 2025, e agora a expectativa é que traga a mesma eficiência para a preservação ambiental.

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