sexta, 7 de agosto de 2026

Taxa de desemprego cai para 5,4% e atinge o menor nível histórico para o segundo trimestre

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre deste ano, registrando o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada pelo IBGE em 2012. O indicador apresentou recuo em comparação ao trimestre anterior, quando estava em 6,1%, e também na relação com o mesmo período do ano passado, momento em que marcava 5,8%.

Com o recuo da desocupação, o país alcançou a marca de 103,1 milhões de brasileiros trabalhando, o que representa um acréscimo de mais de um milhão de pessoas ocupadas em relação aos três primeiros meses do ano. Paralelamente, o contingente de trabalhadores em busca de oportunidade caiu para 5,9 milhões de pessoas, registrando uma queda de 10% no total de desempregados. Os setores de transporte e armazenagem, além da administração pública, saúde e educação, foram os principais responsáveis pela expansão de vagas no período.

A pesquisa revelou ainda que a população empregada com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, enquanto o grupo de trabalhadores sem registro formal somou 13,6 milhões. Com isso, o índice de informalidade do mercado ficou em 37,4%. Em relação aos ganhos financeiros, o rendimento médio do trabalhador brasileiro estabeleceu-se em R$ 3.738, o maior valor já computado para um segundo trimestre, apesar de ter ficado ligeiramente abaixo da média do trimestre anterior.

Os dados gerais do mercado de trabalho foram complementados por números do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados via Caged. Concentrado apenas no mercado formal com carteira assinada, o levantamento apontou a abertura de mais de 145 mil postos de trabalho em junho, acumulando um saldo positivo de 921,7 mil novas vagas formais criadas ao longo dos primeiros seis meses de 2026.

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