O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que “a negociação [com os EUA] não terminou hoje, ela começa hoje”.
De acordo com o vice-presidente, cerca de 35,9% das exportações brasileiras aos EUA serão afetadas pela tarifa de 50%, anunciada pelo presidente Donald Trump.
Isso ocorre, segundo ele, porque:
45% dos produtos foram retirados da lista de aumento pelos EUA, excetuados;
Aço e alumínio, que já tinham alíquota de 50%, assim permanecem;
Automóvel e autopeças tinham alíquota de 25% dos EUA ao mundo inteiro, e assim continuam.
Alckmin afirmou que os Estados Unidos precisam o café brasileiro, pois são grandes consumidores do produto. Ele adiantou também que vai trabalhar para excluir, além do suco de laranja, outras frutas do tarifaço, como a manga.
“Brasil é o maior exportador do mundo, maior produtor do mundo. Vai ter de buscar outros mercados, ou vamos trabalhar com os EUA, pois é um grande consumidor de café. E eles tomam aquele café grandão, eles precisam do nosso café arábica para o blend. Primeiro trabalhar para baixar a tarifa, eles não produzem café”, disse.
Proteção aos empregos no país
O vice-presidente disse que o governo está fechando um plano de proteção aos empregos, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai “bater o martelo” sobre o assunto. Segundo ele, haverá um “conjunto de normas para preservar emprego e a produção”.
“Ninguém vai ficar desamparado. Os 35,9% efetivamente atingidos pela tarifa, dos 10% mais 40%, vamos lutar para diminuir”, frisou.
“Não damos como assunto encerrado. Negociação mais forte começa agora. Segundo, vamos buscar alternativas de mercado. E terceiro, apoiar setores. Tem pescado muito atingido, mel, frutas, carne bovina e especialmente indústria. Essa é mais difícil de colocar. Tem indústria muito focada naquele mercado”, prosseguiu Alckmin.
Lula, Alexandre de Moraes, Jais Bolsonaro e Donald Trump são os principais atores políticos da notícias de julho. — Foto: Evaristo Sa/AFP//Antonio Augusto/STF//Adriano Machado/Reuters//Patrick Semansky/AP