

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu duramente as críticas feitas pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a respeito da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Durante um evento público na cidade de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, Tarcísio afirmou que o petista — que desponta como pré-candidato ao governo do estado — precisa “começar a estudar” o assunto para não “passar vergonha” diante do público e dos eleitores.

A reação do governador acontece poucos dias após Haddad contestar publicamente o modelo de desestatização da companhia. Na semana anterior, durante um debate promovido pela revista Veja, o ex-ministro criticou o processo de venda da Sabesp, alegando que a operação foi conduzida sem a devida transparência por parte da gestão estadual.
Ao se defender dos ataques, Tarcísio argumentou que os resultados da privatização já são visíveis e que os dados estatísticos comprovam o sucesso da medida. Ele questionou as administrações passadas sobre o motivo de o saneamento básico ter ficado travado por tanto tempo e criticou a demora histórica para a despoluição do Rio Tietê, apontando que as gestões anteriores não atacavam a raiz do problema. O governador também ressaltou que, antes da mudança de modelo, os moradores de favelas e de áreas rurais ficavam completamente excluídos dos contratos de atendimento da empresa.


Para detalhar os avanços, o chefe do executivo paulista citou exemplos de municípios da Região Metropolitana que registraram saltos nos índices de tratamento de esgoto nos últimos anos, como Franco da Rocha, Francisco Morato e Guarulhos, além de bairros da periferia da capital e da cidade de Mairiporã. Tarcísio destacou o caso do distrito de Perus, que abriga cerca de 400 mil habitantes e não contava com nenhum tipo de tratamento de esgoto no início da gestão; segundo ele, metade da região já é atendida e a meta é atingir a totalidade até outubro. O governador encerrou reforçando que saneamento exige responsabilidade e que seu governo está injetando investimentos que antes eram ignorados.








