

Uma tabacaria localizada em São José do Rio Preto foi alvo de uma ação criminosa altamente articulada na madrugada do último domingo (8). Os criminosos conseguiram invadir o estabelecimento e subtrair um montante que, entre mercadorias e valores em espécie, chega à marca de R$ 1 milhão. O crime chamou a atenção pela preparação dos envolvidos, que cortaram os fios de energia do poste da rua antes da invasão, desativando estrategicamente o sistema de câmeras de monitoramento e o alarme do local para evitar o flagrante.

De acordo com o registro policial feito na Central de Flagrantes, os invasores arrombaram os portões do comércio para ter acesso ao interior da loja. Uma vez dentro do estabelecimento, o grupo focou na subtração de uma grande quantidade de cigarros eletrônicos de diversas marcas. Além dos produtos, os criminosos tiveram acesso ao cofre da empresa, de onde levaram R$ 70 mil em dinheiro e um talão de cheques que já continha folhas assinadas. Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que o cofre foi aberto sem apresentar sinais de arrombamento, o que sugere que os autores possuíam informações privilegiadas ou equipamentos específicos para a abertura.
O proprietário da tabacaria relatou à polícia que as trancas de dois portões foram completamente destruídas durante a invasão. Embora o levantamento detalhado de todos os itens levados ainda esteja sendo realizado, a estimativa preliminar aponta que o prejuízo total ultrapassa a casa de um milhão de reais, considerando o alto valor de mercado das mercadorias e o montante em dinheiro vivo que estava guardado para as operações da semana. Até o momento, as autoridades realizam perícias no local para tentar encontrar impressões digitais ou outros vestígios que levem à identificação dos suspeitos.
A Polícia Civil de Rio Preto assumiu a investigação do caso e busca agora imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos que possam ter registrado a movimentação de veículos ou pessoas suspeitas na região durante a madrugada. A orientação para comerciantes do setor é reforçar sistemas de segurança com baterias independentes e monitoramento remoto que não dependa exclusivamente da fiação externa. Ninguém foi preso até a manhã desta terça-feira (10), e o caso segue sob investigação rigorosa para apurar se houve a participação de alguma associação criminosa especializada em furtos a estabelecimentos comerciais.









