quarta, 10 de junho de 2026

Suspeito de matar casal e balear família é transferido de Goiás para Rio Preto

O homem de 64 anos suspeito de atirar contra uma família e provocar a morte de um casal na Vila Esplanada, em São José do Rio Preto, está sendo transferido do estado de Goiás de volta para o município paulista. A transferência foi determinada pela Justiça e confirmada pelo delegado Roberval Macedo, titular da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic). Junto com o preso, as autoridades também estão trazendo a arma de fogo, as munições, o celular e a motocicleta que haviam sido apreendidos no momento de sua captura.

O homem, conhecido pelo apelido de “Tarzan”, foi localizado na cidade de Aparecida de Goiânia (GO) durante uma grande operação que uniu as Polícias Civis e Militares de São Paulo e Goiás, além da Polícia Federal. A prisão aconteceu em abril, após semanas de buscas intensas. Os objetos confiscados com ele são apontados pela Polícia Civil como peças-chave para concluir o caso. A pistola passará por um exame de balística para comprovar se foi a mesma utilizada no crime, o telefone celular terá seus dados analisados e a moto passará por perícia. Com a chegada do investigado a Rio Preto, a polícia poderá realizar o interrogatório formal e dar andamento a outras etapas técnicas do processo.

O crime que chocou a comunidade aconteceu no dia 16 de abril, quando um atirador invadiu uma residência e disparou contra a família. O manobrista Marcelo Barbosa, de 43 anos, foi atingido na cabeça e morreu no hospital dias depois. A esposa dele, Aline Paula Pita Barbosa, de 42 anos, foi baleada quatro vezes, ficou internada em estado grave, mas também não resistiu e faleceu no dia 3 de maio. O filho mais velho do casal, de 18 anos, conseguiu sobreviver ao se trancar em um dos quartos, enquanto a irmã dele, uma criança autista, presenciou toda a violência.

De acordo com as investigações, o ataque teria sido motivado por uma desconfiança sem qualquer fundamento real. O agressor, que já era procurado pela Justiça pelo crime de estupro de vulnerável, acreditava falsamente que o casal o havia denunciado à polícia por esse delito. No entanto, a Polícia Civil esclareceu que nenhuma denúncia partiu das vítimas. Após o atentado, o suspeito fugiu de moto e tentou despistar os policiais viajando apenas durante a noite e evitando rodovias movimentadas. A inteligência policial descobriu que ele tentava fugir em direção ao estado do Tocantins, o que permitiu que ele fosse cercado e preso em Goiás enquanto descansava. Além das acusações de homicídio e tentativa de homicídio, o homem agora deve responder também por porte ilegal de arma de fogo.

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