quarta, 31 de dezembro de 2025

Suspeito de homicídio em Rio Preto alega legítima defesa: “estavam espancando meus pais”

O segurança Keven Ígor Silveira Novaes, de 26 anos, suspeito de atirar e matar o empresário Geovani Svolkin, de 30 anos, durante uma briga em um bar em São José do Rio Preto (SP), falou pela primeira vez com a imprensa após ser preso. Keven, que foi indiciado por homicídio doloso qualificado, alegou ter agido em legítima defesa.

“Sou inocente. Foi legítima defesa, estavam espancando meus pais. Eu não tive nenhuma intenção de chegar aonde chegou”, declarou o suspeito algemado, na sexta-feira (5), ao sair do Instituto Médico Legal (IML) onde realizou exame de corpo de delito. Keven aguarda agora a audiência de custódia.

Prisão e Investigação

Keven estava foragido desde o crime, ocorrido em 26 de outubro. Ele foi localizado e preso pela Polícia Militar na quinta-feira (4), escondido entre o forro e o telhado na casa do pai, em Planalto (SP).

O delegado Marcelo Ferrari, responsável pela investigação, indiciou Keven por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. A briga teria começado por ciúmes, após o irmão de Geovani se incomodar com o suspeito, que supostamente demonstrava interesse em uma amiga dele. Geovani se envolveu na discussão para defender o irmão e acabou sendo baleado.

Controvérsia nos Laudos e Arma Ilegal

A investigação do caso ganhou complexidade devido à divergência nos laudos periciais:

  • IML: O primeiro laudo indica que os dois tiros que atingiram Geovani foram disparados pela frente.
  • IC: O resultado do Instituto de Criminalística (IC) aponta uma contradição, indicando que o empresário recebeu um dos tiros pelas costas.

Diante da disparidade, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) reconheceu a necessidade de aprofundar as investigações e solicitou um laudo complementar. A Justiça concedeu um prazo de 90 dias para a conclusão do inquérito.

A arma usada no assassinato, uma pistola calibre “.40”, pertence ao pai de Keven, que é Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), e foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo. A polícia afirmou que não há registro de autorização para que Keven tivesse posse ou porte da arma de uso restrito.

O advogado da esposa da vítima, Ademilson Miquita, manifestou satisfação com a prisão e classificou a alegação de legítima defesa como insustentável, afirmando que as imagens do crime mostram que o suspeito agiu com covardia.

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