segunda, 20 de julho de 2026

Suspeita de sumir com provas em caso de “rope jump” alega fatalidade e relata choque após queda de jovem

Em depoimento à polícia, Evelyne dos Santos Gonçalves, funcionária da empresa Entre Cordas, trouxe novos detalhes sobre o trágico acidente que matou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu em Limeira, no interior de São Paulo, após ser lançada em um salto de rope jump sem estar conectada a nenhuma corda. Evelyne, que foi presa no último sábado sob a suspeita de tentar ocultar provas, classificou o ocorrido como uma fatalidade sem explicação e descreveu o desespero de toda a equipe no momento da queda.

A funcionária foi detida junto com outros dois homens sob a acusação de apagar dados das redes sociais da empresa e sumir com a câmera acoplada à vítima, imagens que seriam fundamentais para esclarecer as falhas de segurança. No entanto, em sua versão apresentada às autoridades, ela afirmou que estava preenchendo fichas de atendimento quando ouviu gritos de pânico vindos do público e, em seguida, o barulho do impacto. Ao se levantar, encontrou as outras pessoas que estavam no local completamente em estado de choque.

Segundo Evelyne, os instrutores responsáveis pelo lançamento, que já foram indiciados por homicídio com dolo eventual, têm anos de experiência e ficaram sem reação diante da tragédia. Ela alegou que um dos profissionais, por ser bombeiro civil, desceu imediatamente para fazer massagens cardíacas em Maria Eduarda na tentativa de salvá-la antes da chegada dos socorristas. A investigada assegurou ainda que nenhum membro da equipe cogitou fugir e que todos decidiram permanecer no local para assumir as consequências e aguardar a polícia.

A linha de defesa apresentada pela funcionária contrasta fortemente com o posicionamento da família da vítima, que recentemente divulgou uma nota pública repudiando o ocorrido e tratando o episódio como um crime inaceitável gerado por negligência. Diante da repercussão do caso e das investigações em andamento, as autoridades locais decidiram interditar a Ponte do Esqueleto, uma estrutura abandonada há anos na região que costumava atrair praticantes desse tipo de esporte radical.

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