

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou, nesta sexta-feira, punições severas ao Mirassol devido aos incidentes ocorridos após a partida contra o Bahia, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A 5ª Comissão Disciplinar aplicou uma multa total de R$ 130 mil ao clube e suspendeu nomes importantes da equipe, como o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo.

As sanções financeiras foram divididas em duas partes: R$ 50 mil por falhas na segurança e na organização, que resultaram na permanência da arbitragem em campo por cerca de 35 minutos aguardando escolta, e R$ 80 mil pela exibição indevida do lance do segundo gol do Bahia no telão do estádio — prática proibida pelo regulamento da CBF por incitar os ânimos. O clube, no entanto, foi absolvido da acusação de não reprimir desordens da torcida, pois a auditora entendeu que não houve ligação direta entre os atos do público e a conduta da instituição.
No âmbito individual, as punições afetarão o desempenho do time no próximo compromisso. O técnico Rafael Guanaes e o jogador Eduardo foram suspensos por uma partida cada e desfalcarão o Mirassol no jogo deste domingo contra o Internacional, no Beira-Rio. Eles foram julgados por atitudes contrárias à disciplina; o treinador admitiu ter chutado copos d’água em um momento de exaltação, enquanto o atleta foi punido por protestos excessivos, embora tenha sido absolvido da acusação de utilizar um tablet para contestar o juiz.
O julgamento também penalizou outros membros da comissão. O diretor executivo de futebol, Paulinho, recebeu 15 dias de suspensão por comportamento inadequado, e o fisioterapeuta Allan Ferreira foi o mais punido, com 45 dias de suspensão e multa de R$ 3 mil. Segundo o relato dos árbitros no processo, o fisioterapeuta teria sido o mais agressivo nas ofensas verbais.
A defesa do Mirassol tentou argumentar que a demora para a saída da arbitragem foi uma decisão estratégica da polícia para evitar confrontos e que os dirigentes do clube trabalharam para acalmar os ânimos. Contudo, os depoimentos dos árbitros reforçaram a sensação de insegurança e intimidação, especialmente pelo apagamento das luzes no túnel de acesso aos vestiários. Com as decisões tomadas nesta sexta, o clube agora precisa reorganizar sua logística para o confronto no Rio Grande do Sul sem as suas principais lideranças à beira do gramado e dentro de campo.







