sexta, 3 de julho de 2026

STF nega prisão domiciliar e manda banqueiro Daniel Vorcaro para a Papudinha

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro e determinou sua transferência imediata para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, uma ala carcerária especial conhecida popularmente como “Papudinha”. O empresário estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o dia 4 de março de 2026, e a mudança de local busca desocupar as celas da PF mantendo as garantias de segurança do preso.

O novo endereço de Vorcaro oferece condições diferenciadas se comparado aos presídios comuns. A Papudinha conta com instalações que incluem alojamentos sem grades, banheiros e cozinha de uso comunitário, além de um pátio aberto para o banho de sol diário. Historicamente, o espaço é reservado para custodiar autoridades e pessoas com direito a foro especial, como juízes, advogados e policiais, tendo abrigado recentemente o ex-presidente Jair Bolsonaro e alguns dos envolvidos nos ataques aos Três Poderes em janeiro de 2023.

Ao negar o benefício de mandar o banqueiro para casa, o ministro André Mendonça acompanhou as recomendações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela própria Polícia Federal. O magistrado destacou em sua decisão que não surgiram novos fatos que justificassem a soltura. Os investigadores apontam que relatórios financeiros detalham manobras complexas por parte do suspeito para esconder, blindar e transferir seu patrimônio, o que reforça a necessidade de mantê-lo sob custódia.

Daniel Vorcaro foi capturado durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e as negociações para a compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB). No meio do fogo cruzado da investigação, o banqueiro tentou negociar um acordo de delação premiada em duas ocasiões distintas, mas as propostas foram totalmente descartadas tanto pela chefia da Polícia Federal quanto pela PGR nos últimos dias, complicando ainda mais a situação jurídica do empresário.

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