terça, 28 de julho de 2026

STF dá 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 24 horas para que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro expliquem a origem e a situação de uma arma de fogo de sua propriedade que foi apreendida pela Polícia Militar. O armamento foi flagrado na noite da última segunda-feira durante uma blitz de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal. O episódio gerou alerta na Suprema Corte porque o ex-presidente cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária desde março, após receber alta hospitalar para tratar uma pneumonia.

A apreensão aconteceu no final da noite, quando os policiais abordaram um veículo no Pistão Norte. O motorista se identificou como funcionário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e revelou que a pistola, uma Glock de calibre 9 milímetros acompanhada de um carregador reserva, pertencia a Bolsonaro. Na delegacia, o condutor alegou que havia retirado o equipamento naquele mesmo dia apenas para levá-lo ao conserto devido a uma falha técnica, e que pretendia devolver o objeto reparado logo no dia seguinte.

Diante dos fatos, o ministro Alexandre de Moraes questionou os motivos de o ex-presidente manter uma arma com munição reserva em sua residência, especialmente no momento em que se aproxima o fim do prazo de 90 dias estipulado para o seu tratamento médico em casa. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão em regime fechado por envolvimento em uma trama golpista e, antes de conseguir o benefício humanitário para cuidar da saúde, cumpria a pena em uma ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Além das explicações da defesa, o ministro do STF cobrou esclarecimentos do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável por fiscalizar a prisão domiciliar do político. Moraes quer saber se a determinação judicial de vistoriar todos os automóveis que saem da residência do ex-presidente, incluindo as viaturas e veículos oficiais que fazem a sua segurança particular, está sendo cumprida rigorosamente pelas equipes de guarda, já que o armamento conseguiu passar pela segurança do imóvel sem ser detectado.

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