

O Supremo Tribunal Federal autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, nas investigações que apuram um esquema de venda de sentenças judiciais. A determinação foi assinada pelo ministro relator Cristiano Zanin no âmbito das apurações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Sisamnes. Como o processo corre sob segredo de Justiça, os detalhes das suspeitas contra o magistrado não foram tornados públicos.

A Operação Sisamnes teve início após a Polícia Federal descobrir que funcionários de gabinetes do Superior Tribunal de Justiça acessavam indevidamente o sistema de elaboração de votos para comercializar decisões judiciais e informações sigilosas. As investigações já levaram a Procuradoria-Geral da República a denunciar nove pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção e violação de sigilo profissional.
O ministro Marco Buzzi já se encontrava afastado de suas atribuições na Corte devido a acusações anteriores de assédio sexual, que incluem a denúncia de ter tentado abordar compulsoriamente uma jovem durante férias em Balneário Camboriú e o relato de uma ex-prestadora de serviços de seu gabinete. Em relação ao novo inquérito no STF, a defesa do magistrado afirmou que ele desconhece as investigações, negou qualquer ligação com a atuação profissional de seus familiares e ressaltou que o ministro cumpre a proibição legal de atuar em processos com participação de parentes.









