

A senadora Soraya Thronicke utilizou suas redes sociais nesta semana para manifestar forte descontentamento com declarações do Frei Gilson Azevedo, religioso conhecido por sua grande influência digital e carreira musical. O embate começou após a circulação de um vídeo em que o sacerdote aborda os papéis de homens e mulheres nos relacionamentos familiares. Na publicação, a parlamentar sul-mato-grossense classificou o líder religioso como um “falso profeta” e o acusou de adotar uma postura misógina em seus sermões.
No vídeo que motivou a crítica, Frei Gilson baseia-se em passagens bíblicas para defender que a liderança e a chefia do lar pertencem ao homem. O sacerdote afirmou que Deus concedeu essa função ao público masculino e criticou o conceito contemporâneo de empoderamento feminino, associando-o a um suposto “desejo de poder” em vez de um desejo de serviço. Segundo o religioso, essa é uma visão fundamentada nas escrituras, mas que entra em conflito com comportamentos do mundo atual.
Em resposta, Soraya Thronicke afirmou que, embora tenha formação católica, não se sente representada pelas palavras do frei. A senadora defendeu que líderes de diversas religiões e até políticos frequentemente utilizam nomes sagrados de forma inadequada. Para ela, o discurso do sacerdote ultrapassou os limites da tolerância e demonstrou preconceito contra as mulheres, o que a levou a cobrar publicamente que as autoridades da Igreja Católica tomem providências em relação à conduta do membro da congregação.















Até o momento, Frei Gilson, que pertence ao Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo e possui milhões de seguidores, não comentou as críticas feitas pela senadora. O episódio gerou uma onda de debates nas redes sociais, dividindo opiniões entre fiéis que apoiam as interpretações tradicionais do sacerdote e internautas que concordam com a visão da parlamentar sobre a igualdade de direitos e papéis na sociedade moderna.


























