

A preparação da Seleção Brasileira para o decisivo confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, ganhou um adversário extra na manhã desta quinta-feira (2): o forte calor. Após pouco mais de um dia de descanso, o elenco comandado por Carlo Ancelotti se reapresentou no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey, debaixo de uma temperatura de 34°C e sensação térmica que beirava os 40°C. O clima abafado serviu como um teste real, já que a previsão do tempo indica condições idênticas para o dia e horário do jogo eliminatório.

Durante o breve período em que a imprensa pôde acompanhar os trabalhos, Ancelotti reuniu os 23 atletas disponíveis para uma conversa antes de dar início ao tradicional aquecimento com rodas de bobinho. Logo em seguida, os portões foram fechados para que o treinador pudesse ajustar a tática da equipe em total privacidade. A atividade foi marcada por ausências importantes no gramado, a começar pelo jovem atacante Rayan, que foi poupado apenas para controle do desgaste físico e não preocupa a comissão técnica. Outro que não participou do treino coletivo foi Raphinha, que segue em tratamento de uma lesão na coxa direita sofrida ainda na primeira fase e tenta acelerar seu processo de transição física.
A principal dor de cabeça para o técnico italiano, no entanto, envolve o meia Lucas Paquetá. O jogador teve uma lesão constatada na coxa esquerda após a vitória sobre o Japão e não tem prazo para retornar aos gramados, correndo o risco real de ser cortado pelo resto do torneio mundial. Sem o seu camisa 10 ideal, Ancelotti tem até o próximo sábado (4) para definir quem assumirá a vaga no time titular. Entre as opções mais prováveis avaliadas pelo treinador estão o volante Danilo Santos, que daria maior consistência ao meio-campo, e o atacante Endrick, uma alternativa mais ofensiva que já foi testada durante a última partida.










