quinta, 5 de fevereiro de 2026

Sindicato contesta reajuste de 3,9% e cobra ganho real em Fernandópolis

Percentual anunciado pela Prefeitura gera insatisfação; categoria esperava aumento mínimo de 5% e mais diálogo

O reajuste salarial de 3,9% anunciado pela Prefeitura de Fernandópolis para os servidores públicos municipais provocou reação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. O presidente da entidade, Claudinei Senha, afirmou que o índice está abaixo da expectativa da categoria e criticou a falta de diálogo antes do envio do projeto de lei ao Legislativo.

Segundo Senha, o sindicato tentou agendar uma reunião com o prefeito João Paulo Cantarella para discutir o dissídio salarial, mas foi informado de que a proposta já havia sido protocolada na Câmara Municipal de Fernandópolis e estaria pronta para votação, o que pegou a entidade de surpresa.

Projeto deve ser votado em sessão extraordinária

A expectativa é de que o projeto seja analisado em sessão extraordinária, marcada para o início da tarde desta quarta-feira, 14 de janeiro. De acordo com o presidente do sindicato, a justificativa apresentada pela administração municipal é de que o percentual de 3,9% corresponde ao reajuste salarial anual, limitado à recomposição inflacionária.

Ainda conforme Senha, o Executivo sinalizou que uma eventual negociação para concessão de aumento real poderia ocorrer futuramente, em reunião previamente agendada para segunda-feira, 19, no período entre 15h e 17h. Na oportunidade valores dos vale alimentação também deverão ser discutidos assim como outras reivindicações que foram protocoladas pelo sindicato junto ao Executivo.

Reajuste legal x expectativa de ganho real

Mesmo reconhecendo que a legislação determina apenas a recomposição inflacionária anual, o sindicato destaca que a expectativa histórica dos servidores sempre foi a concessão de ganho real, como forma de valorização da categoria. Segundo a entidade, esse ganho deveria ser de no mínimo 5%, percentual considerado razoável diante do aumento do custo de vida e das perdas acumuladas nos últimos anos.

“Sabemos que o que a lei prevê é o reajuste, mas a expectativa do servidor sempre foi de ganho real. O que se esperava era, no mínimo, 5%. Da forma como foi conduzido, a situação é muito decepcionante para a categoria”, afirmou Claudinei Senha.

Críticas à falta de diálogo

O presidente do sindicato também ressaltou que a insatisfação não se limita ao índice proposto. Segundo ele, em outras oportunidades o sindicato já enfrentou dificuldades para dialogar com o prefeito sobre pautas salariais e reivindicações dos servidores.

Na avaliação da entidade, a ausência de uma negociação prévia antes do envio do projeto à Câmara demonstra descaso com os representantes da categoria, o que contribui para o aumento do clima de insatisfação entre os servidores municipais.

O presidente do Sindicato recorreu à Câmara de vereadores para tentar reaver o percentual.

Notícias relacionadas